
O Medo da Solitude
12 de janeiro de 2026Você pode ainda ser dependente da sua família de origem e nem saber disso. Nem sempre casar, morar sozinho ou sair da casa dos pais significa que você cresceu e amadureceu emocionalmente.
Atualmente, vejo muitos relatos, principalmente de mulheres que falam que o filho mais difícil de educar e o filho da sogra, ou ate mesmo muitos relacionamentos que não dão certo justamente pelo fato de um dos parceiros ainda não ter amadurecido suficientemente e ainda ser dependente dos pais, seja emocionalmente ou financeiramente.
Você pode ser dependente da sua família de origem e pior nem se deu conta disso ainda.
A compreensão do desenvolvimento humano somente é possível quando se leva em conta o processo de amadurecimento psíquico.
Winicott já dizia que nascer não concede à criança o status de ser humano, mas sim possibilita a construção de um, que é um processo longo e interminável.
A instalação do si-mesmo inaugura um ser psiquicamente vivo.
Esta conquista advém de uma série de conquistas menores e se mantém pela vida inteira.
Com a continuidade do amadurecimento, a adolescência coloca-se como uma possibilidade de alargamento do si-mesmo e de diferenciação da família.
Este momento pode ser compreendido como uma reinstalação do si-mesmo, mais um passo importante e determinante em direção à independência e crescimento pessoal.
Os indivíduos influenciam e são influenciados pelas relações sociais. Nelas, vivenciam-se diversos sentimentos e construções que são caracterizados por um misto de equilíbrio e tensões.
Estas interações transformam a pessoa em um ser social e auxiliam na fundamentação dos processos individuais.
Quando um indivíduo se movimenta na busca de maior independência, o equilíbrio de todos os membros da família é afetado, levando a uma reorganização no sistema familiar.
O primeiro passo é perceber, se dar conta de que realmente precisa amadurecer emocionalmente e, a partir daí, a caminhada pode ser longa ou não; tudo depende de você.
A ajuda terapêutica nesse processo pode ser um farol que vai te guiar.
É através da psicoterapia, individual ou familiar, que se atua como forma de auxiliar os indivíduos a lidar com o sofrimento que as manifestações da dependência emocional causam e buscar alternativas para mudança.
Este processo proporciona o questionamento e a reflexão sobre formas mais adaptativas de criar vínculos que não envolvam altos níveis de dependência emocional.
Assim, o indivíduo tem a possibilidade de vivenciar relações que envolvam reciprocidade e transmitam segurança, sem perder sua autonomia.




