
Mas afinal, o que é o luto?
16 de dezembro de 2025Ser mãe de adolescente é ter que aprender a deixar ir. Dizem que quando nasce um bebê, nasce uma mãe, e algumas delas vêm com uma programação de cuidar. No início, essa programação é perfeita, pois o que mais um recém-nascido precisa é de cuidado. Com o passar dos meses, esse cuidado vai mudando e, ao longo dos anos, continua com suas alterações, nem sempre exigindo atenção total o tempo todo, mas sempre necessitando de atenção e cuidado.
Aí, o que parece ser um piscar de olhos, chega a temida pré-adolescência, seguida da adolescência e toda a sua confusão hormonal que a cerca. Quando eles começam a “desprecisar” desses cuidados, na realidade, os cuidados passam a ser desnecessários e muitas vezes são denominados por eles como “mico”.
A síndrome do ninho vazio ocorre com um conjunto de reações emocionais negativas que os pais sentem quando os filhos saem de casa para viver de forma independente geralmente quando o filho sai de casa, mas essa fase é deve ser uma preparação para o que virá. Essa mãe precisa reaprender a lidar com seu filho(a), mudar sua maneira de falar, alteram-se o comportamento tanto deles quanto o nosso e, o mais difícil para muitos: aprender a lidar com essas novas opiniões e decisões deles.
É preciso confiar que fez um bom “trabalho”, que educou da maneira certa. E, muitas vezes, mesmo discordando de suas opiniões, é necessário aprender a aceitar. Em alguns momentos, vemos que não vai dar certo, que o rumo das coisas não acabará bem, que eles vão sofrer, mas mesmo assim, ter que se manter ali, aguardando e esperando que não.
Uma mãe pode sofrer, mas o sofrimento maior dela é ver o sofrimento de seu filho(a) e saber que isso pode acontecer. Muitas vezes, isso é desgastante. Aprender a perder o controle, para aquelas que são controladoras, é um momento muito delicado e, por vezes, pode causar muitas discussões e até mesmo afastamento. Saber lidar com todas essas questões é um ato de coragem e amor. Mas também transição pode causar tristeza profunda, solidão, ansiedade e até levar ao desenvolvimento de depressão, especialmente em pais que se dedicaram intensamente à criação dos filhos.




