
A dificuldade de impor limites
2 de dezembro de 2025
Jornada Interior
16 de dezembro de 2025Existe um momento em que as emoções se misturam com os hormônios e na mistura é adicionado uma criação de uma nova personalidade e dessa mistura surge o adolescente.
Esse ser que é meio aquele bebezinho, meio um vislumbre do que será como adulto, deixando os pais em um espaço incerto, sem saber como lidar.
Nessa busca por autoconhecimento e pela construção da própria identidade, muitos adolescentes se afastam da família de origem e se envolvem mais com o grupo de amigos.
Esse distanciamento das figuras parentais, em muitos casos, se manifesta como rebeldia, mesmo quando não há motivos aparentes.
Os pais se sentem inseguros, sem saber como se comunicar, se devem pressionar ou se essa pressão seria excessiva.
Nos dias atuais, ainda há a necessidade de se adaptar a essa nova linguagem criada pelos adolescentes, tanto verbal quanto escrita, o que faz com que muitos pais se sintam completamente perdidos ao tentar entender o significado de determinadas expressões.
E, como todo bom adolescente, isso acaba se tornando motivo de piada.
Uma pesquisa realizada pela PUC-RS, através do SCIMAGO INSTITUTIONS RANKINGS, investigou 295 jovens entre 11 e 16 anos para entender como avaliam a comunicação familiar. Os resultados mostraram que a mãe é a principal figura procurada para conversas (49,8%), seguida pelo irmão mais velho (17,6%), pai (12,2%) e irmão mais novo (2,4%).
Esses dados refletem uma estrutura familiar onde a mãe desempenha um papel central na mediação das relações, enquanto o pai ocupa uma posição mais periférica.
Os adolescentes também relataram um bom nível de comunicação em casa, com 96% considerando essa comunicação como muito importante.
Diante desse cenário, em muitos casos, a terapia, seja individual ou familiar, pode se tornar essencial.
Ela oferece um espaço seguro para que os adolescentes possam explorar suas emoções e desafios, além de fortalecer a comunicação familiar.
Através da terapia, é possível promover um entendimento mútuo, permitindo que os pais compreendam melhor as necessidades e angústias de seus filhos, enquanto os adolescentes aprendem a expressar suas emoções de forma saudável.
Assim, todos podem se sentir mais conectados e apoiados nesse período de transição.




